quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Crise

A Crise continua a fazer vítimas que esperamos não sejam mortais. Muita coisa se irá passar por maus motivos e piores resultados. O proteccionismo anda a misturar-se com o patriotismo e ainda acaba em nacionalismo, ou seja guerra.
Esperemos que a reunião G20 em Abril nos traga melhores ventos.
Obama continua a ser um líder exemplar para o Mundo. Se as coisas correrem bem por lá, será melhor para todos.
De resto estão por acontecer boas surpresas na área do conhecimento e isso irá fazer toda a diferença.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Euro pode acabar para alguns

Crise afecta coesão dos 'Euro-países'

http://www.welt.de/english-news/article3065310/The-Eurozone-stands-before-its-ultimate-test.html

Novo Ponto de Situação

A Contracção económica continua a sentir-se por falta dos grandes e constantes ganhos financeiros das empresas. O dinheiro está por aí, mas a maioria tem medo de lhe mexer. Enquanto o medo não passar, provavelmente através de um novo entusiasmo, nada feito.
Poucos se lembram que Alvin Tofler já descrevera esta Transformação da Riqueza. É disso que se trata. Para quem se sinta afectado por esta Crise e queira saber o que fazer, julgo que é um bom Guia. Tudo o resto, por enquanto, depende sobretudo de cada um de nós e do grupo mais próximo em que nos inserimos.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Gaza

850 mortos e 3.300 feridos em Gaza. Do lado de Israel 13 mortos (3 civis) e 154 feridos.
na Europa, continua a ser a França a ter mais iniciativa. Sarkozy recebeu RAJI SOURANI, 55 anos, advogado e presidente do Centro palestiniano para os direitos do Homem.
O Vaticano já chama a Gaza, 'campo de concentração'.
Obama diz querer dialogar com Hamas, o que é inédito na política americana dos últimos anos. Temos de esperar por dia 20 para ver o que vai fazer. No entanto vai avisando o Irão. Este não quer ficar fragilizado com derrota do Hamas na região.
O ministro do Interior israelita, MEIR SHEETRIT afirmou que não lhe interessa nada o que dizem a UE e os EUA, o importante é defender os habitantes do sul de Israel.
O líder e o nº 2 políticos do Hamas, KHALED MECHAAL e MOUSSA ABOU MARZOUK, encontram-se habitualmente em Damasco, Síria. Estes têm recusado o envio de observadores internacionais para Gaza, por por pensarem ser um direito deles o resistir à ocupação de Israel.
A UNRWA, Agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos, com sede em Amman, na Jordânia, e representações espalhadas pela região do conflito, está à espera de ter condições para voltar rápidamente a Gaza, após garantias do Ministro da Defesa israelita de que não atacará o pessoal e o material desta Agência.
Os últimos folhetos lançados por Israel sobre Gaza diziam:
'Israel vai intensificar as suas operações contra os túneis, os depósitosde armas e os terroristas em toda a Faixa de Gaza. Para vossa segurança e de vossas famílias pedimos que não se aproximem de terroristas, dos depósitos e das armas'

Aquestão principal está nos Túneis de passagem de Gaza para o Egipto. São cerca de mil, através dos quais se faz contrabando de tudo, incluindo as armas com que o Hamas atinge Israel.
Os túneis vão dar ao interior de casas ou ao meio deterrenos cultivados, de um lado e de outro da fronteira.
Para além do Hamas os reis dos túneis são as grandes famílias de RAFAH (El-Sha'er, Qishtah, Barhoum).
O Hamas fará entre 6 a 8 milhões de dólares/ano através destes túneis, que também alimentam a economia de Gaza e permitem ultrapassar o bloqueio israelita, bem como entrar e sair debaixo de ataques.
Do lado do Egipto são sobretudo Beduínos que estão encarregues de guardar as entradas. Os polícias receberão 50 a 80 dólares/mês para fecharem os olhos.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Novo Ponto de Situação

Iraque: Botas atiradas a Bush durante conferência de imprensa dá ares da dimensão da Guerra. Uma questão de cultura que dá um significado grande ao gesto. A morte é outra: é simbólica. A evolução Civilizacional é outra. Até Obama já fala em retirada só em 2012.
Taiwan: o lado bom da crise faz aproximar as Chinas através da inauguração de ligações directas. Já estiveram mais longe de se juntarem.
Grécia: os excluidos jovens têm maior entrega aos protestos contra a medievalização da vida. Poucos têm muito e muitos têm pouco. Nem dinheiro nem horizontes, logo o corpo e a alma ficam desamparados, logo é uma séria complicação.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Rússia avança pelo Sul da América

O El País escrevia hoje:

El presidente ruso, Dmitri Medvédev, se ha reunido hoy con el ex presidente cubano Fidel Castro, en la última etapa de su viaje por Latinoamérica, que ha aprovechado para reforzar sus lazos económicos y políticos con varios líderes de la región, como el venezolano Hugo Chávez. Llegado ayer de Venezuela, Medvédev fue recibido por el hermano de Fidel y ahora presidente, Raúl Castro.

El viaje de Medvédev se interpreta como una forma de sacar músculo ante EE UU forjando alianzas políticas, energéticas y comerciales con líderes molestos para Washington y en su patio trasero, a apenas unas millas de territorio estadounidense. De hecho, uno de los puntos fuertes de la visita ha sido las maniobras militares conjuntas realizadas con el ejército venezolano. Varios buques de guerra rusos emprendieron hace algunos meses un viaje para cruzar todo el Atlántico y tomar parte en las maniobras en aguas del Caribe. Las relaciones entre Moscú y Washington pasan por uno de sus momentos más difíciles en años debido a la pretensión estadounidense de instalar parte de su escudo antimisiles en Polonia y la República Checa, a las puertas de la frontera rusa.

Por el momento, no se han hecho públicas imágenes del encuentro entre Medvédev y Fidel, que abandonó el poder en febrero, dejándolo en manos de su hermano, tras ser operado de una grave dolencia intestinal. Fidel, de 82 años, no ha aparecido en público desde que pasó por el quirófano, en julio de 2006, aunque se han podido ver algunas fotos con líderes que han visitado el país, sobre todo Chávez. En casi todas ellas ha aparecido en chándal y con un aspecto bastante desmejorado. No obstante, escribe regularmente artículos en la prensa oficial cubana.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mais Um Ponto

Obama já é Presidente, os conflitos continuam, a Crise continua agora com a Alemanha em recessão, segundo notícia do Die Welt
http://www.welt.de/english-news/article2716541/Germany-enters-recession.html

Sócrates ainda não mudou o Governo, mas precisa de o fazer para se poder adaptar ao Mundo. Senão qualquer oposição com ideias bem articuladas com a realidade esvazia-o. Será Ano Novo, Vida Nova?

domingo, 2 de novembro de 2008

Marcar o Ponto

Enquanto aguardamos pelo Presidente Barack Hussein Obama (o nome deve desorientar muitos muçulmanos por esse mundo fora), pelo fim da Crise e o início do Séc. XXI (que começa agora, com uma mudança radical, única e irrepetível nos tempos mais próximos, senão estoira mesmo Tudo), alguns vão aproveitando para fazer pior: Guerra no Congo, piratas nas rotas marítimas, Líbia a comprar mais armas à Rússia, mosquitada a trazer Dengue à Madeira, Etc. (onde andam os defensores da Democracia?).
Por cá não se vê alternativa sólida ao tribuno Sócrates (continua a ser o melhor posicionado para o lugar de PM). Só precisa de ter um Governo mais adaptado ao retorno da política: as coisas mudaram e ele já deu sinais que percebeu. A alternativa que se adivinha forte vem Alegremente de dentro do seu partido.
E o PM fez o percurso certo para a altura: enquanto muitos sairam dos cargos políticos para os negócios, ele, que se saiba, fez os seus negócios antes do cargo político.
Wait and see....

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O que importa nos dias que correm

Segundo resumo de notícias do Banco Mundial

G20 Leaders To Meet Over Financial Crisis On November 15

“The G20 advanced and developing countries will hold an emergency meeting on the global financial crisis in Washington on November 15, the White House said Wednesday.

High on the agenda will be their respective steps to cope with the financial crisis, oversight of the financial sector and related reforms, as well as adverse effects of the crisis on the emerging and developing countries, according to White House Press Secretary Dana Perino. …” [Jiji Press (Japan)/Factiva]

AFP adds that “… ‘The leaders will review progress being made to address the current financial crisis, advance a common understanding of its causes and in order to avoid a repetition, agree on a common set of principles for reform of the regulatory and institutional regimes for the world's financial sectors,’ she said. …” [Agence France Presse/Factiva]

FT notes that “…The G20 members include some of the countries most affected by the crisis in the developed world as well as emerging markets such as Argentina, Brazil, China, India, Indonesia, South Korea, Mexico, Russia, Saudi Arabia, South Africa and Turkey. …” [The Financial Times (UK)/Factiva]

WP writes that President “…Bush has agreed to host the meeting as the start of a series of ambitious summits aimed at overhauling the regulatory framework for global finance first put in place more than six decades ago at a similar summit at Bretton Woods, N.H. The gathering will include leaders of the G20, an organization of major industrialized and developing nations, as well as central bankers and international finance officials. …” [The Washington Post/Factiva]

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

'Nobel' Stiglitz

Stiglitz defende solução comum para a crise na Europa
Há 1 dia
PARIS (AFP) — O Prêmio Nobel de Economia de 2001, o americano Joseph Stiglitz, considerou necessária uma solução comum para todos os países da Europa e a autorização imediata de um déficit público superior a 3% do PIB para enfrentar a crise financeira.
"Para resolver a crise na Europa, serão necessárias soluções européias", afirmou Stiglitz em entrevista publicada neste sábado pelo jornal francês "Le Monde".
"Propor uma garantia de depósito em um país e não em outro, por exemplo, só distorce a concorrência entre os bancos: é tão fácil mudar de estabelecimento dentro da união", destacou o economista.
Para Stiglitz, a Europa tem que autorizar "imediatamente" um déficit público superior a 3% do PIB", o limite fixado pelo Tratado de Maastricht.
"O estatuto do Banco Central Europeu, que está centrado na inflação e não no crescimento, também é um problema", criticou.
Sobre a desconfiança entre os bancos, o economista destacou que "os banqueiros se comportaram muito mal e que é preciso revisar toda a regulação do sistema".
"Há um furo no barco e a urgência é repará-lo, como disse Ben Bernanke", presidente do Federal Reserve americano, afirmou Stiglitz.
"Mas também é preciso mudar o capitão. O barco está sendo conduzido por um bêbado, que está nos levando direto contra as rochas", acrescentou.
Segundo Stiglitz, a crise financeira atual pode ser mais comparada à da Indonésia em 1997-1998 do que à de 1929. "Há dez anos, esta crise financeira se transformou em grande depressão", lembrou.
"Os remédios usados até agora só resolvem uma parte do problema". declarou, criticando em particular o plano do secretário do Tesouro, Henry Paulson.
Stiglitz julgou que o Estado americano, comprando os produtos tóxicos dos bancos, "transformará as perdas antecipadas em perdas reais".
"O plano consiste em fazer uma transfusão sanguínea em um doente que sofre de uma hemorragia interna", comparou.
Para ele, o plano de resgate britânico, que consiste em injetar liquidez nos bancos, é a "melhor opção".

'Golden' Brown

O Reino Unido salvou-nos. Esta é a verdade do momento. Agora é connosco, a luta para mudar as coisas de forma a evitar assaltos destes ao nosso dinheiro.

http://www.guardian.co.uk/politics/2008/oct/12/gordonbrown-economy

'Golden' Brown

Os 5 pontos de Gordon Brown
http://www.guardian.co.uk/politics/2008/oct/13/gordonbrown-economy

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Presidente do BM marca o ritmo para o futuro

O sistema multilateral precisa de uma reformulação profunda, avisa Zoellick
A crise financeira global está a arrastar muitos países em desenvolvimento

Divulgação de Notícias Nº2007/105/EXC

WASHINGTON, 6 de Outubro de 2008 – O modo como o mundo tenta resolver os problemas económicos tem de ser repensado, face à actual crise global, incluindo a transformação do Grupo dos Sete num Grupo Dirigente que atribua poderes aos estados económicos em ascensão, afirmou o Presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick.
Referindo-se às próximas eleições norte-americanas, Zoellick disse que o novo presidente não poderá limitar-se a tentar “encontrar a estabilização financeira” mas terá de solucionar “as repercussões económicas subsequentes”. Quem quer que seja eleito terá de trabalhar com os outros na modernização do sistema multilateral pois é necessário que haja uma maior responsabilidade partilhada para a solidez e funcionamento eficaz da economia global de hoje em dia.
“O G-7 não funciona. Precisamos de um grupo melhor para um tempo diferente”, afirmou Zoellick num discurso no Peterson Institute for International Economics em Washington D.C. “Com vista à cooperação financeira e cooperação, teremos de considerar um novo Grupo Dirigente que inclua o Brasil, China, Índia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e o actual G-7.”
Num discurso que antecede as próximas Reuniões Anuais do Grupo Banco Mundial, Zoellick referiu que o Grupo Dirigente terá de ser mais do que uma mera substituição do G-7 por um G-14 com um número fixo, pois tal seria utilizar métodos do velho mundo para reconstruir o novo. O Grupo Dirigente terá de evoluir para se adaptar às circunstâncias em mutação, incluindo novas potências emergentes, servindo, ao mesmo tempo, de rede para uma interacção frequente. “Precisamos de um Facebook para uma diplomacia económica multilateral”, afirmou Zoellick.
Alertando para os efeitos da crise financeira, Zoellick disse: “Os acontecimentos de Setembro poderiam ser um ponto de viragem para muitos países em desenvolvimento. Uma quebra nas exportações, bem como nas entradas de capital, irá desencadear a queda dos investimentos. A desaceleração do crescimento e a deterioração das condições financeiras, combinadas com a restrição monetária, irão produzir falências de empresas e, possivelmente, emergências bancárias. Alguns países serão arrastados para crises da balança de pagamentos. Como sempre acontece, os mais pobres são os mais indefesos”.
O antigo diplomata americano, negociador de regras do comércio e executivo financeiro, afirmou que o multilateralismo económico precisava de ser redefinido para além do seu centro tradicional de atenção nas finanças e no comércio. Energia, mudanças climáticas e estabilização de estados frágeis e em fase de pós conflito eram questões económicas e não apenas parte do diálogo global sobre segurança e o ambiente.
Zoellick declarou que o Novo Multilateralismo tem de dar valor igual ao desenvolvimento e às finanças internacionais, ou então o mundo permanecerá um lugar instável. Mas o sistema de ajuda não estava a funcionar suficientemente bem e precisava de se movimentar mais rápida e eficazmente para poder ajudar os mais vulneráveis quando a crise se abate. O Grupo Banco Mundial também precisa de reforma. Zoellick anunciou a criação de uma Comissão de Alto Nível sob a liderança do antigo Presidente do México Ernesto Zedillo que tem por missão considerar a modernização da governação do Grupo Banco Mundial.
Voltando às conversações multilaterais sobre o comércio, Zoellick disse que a ronda de Doha estava “estagnada” e, portanto, os países deviam considerar a facilitação do comércio como uma outra forma de cortar os custos do comércio. “Há oportunidades para reduzir os custos do comércio numa dimensão muito maior do que a que resulta da imposição de tarifas e outras barreiras comerciais”, afirmou.
Descrevendo os mercados mundiais da energia como “um caos”, Zoellick apelou a uma “negociação global” entre produtores e consumidores de energia. Os dois lados podiam participar em planos para expandir o abastecimento, melhorar a eficiência e reduzir a procura, prestar assistência aos pobres em matéria de energia e analisar o modo como estas políticas estão relacionadas com as políticas de produção de carbono e de alterações climáticas
“Podia haver um interesse comum em gerir um leque de preços que concilie os interesses ao mesmo tempo que estabelece a transição para estratégias destinadas a baixar as emissões de carbono, um portfolio mais amplo de fontes de energia e uma maior segurança internacional” afirmou Zoellick.
Zoellick mencionou que o Grupo Banco Mundial está a elaborar, com vários dadores, uma iniciativa de Energia para os Pobres para ajudar os países mais necessitados a atender as necessidades energéticas de uma forma eficiente e sustentável.

Crise da Democracia

Our leaders are impotent to tame the beast: this crisis is one of democracyPoliticians' limitations have been laid bare during these tumultuous weeks. If ever they can assert strength, it is now

Jonathan FreedlandWednesday October 8 2008The Guardian

Is it time to stash the tinned soup and bottled water in the cellar, along with a shortwave radio and a dagger, just in case? Just where, exactly, is this financial crisis going to end - with the collapse of the entire banking system, plunging London into a Mad Max purgatory of burnt-out cars and howling dogs, as survivors of the disaster stab each other for a last hunk of bread?
You won't hear Robert Peston predicting that on the Today programme. But when the air is filled with talk of meltdowns and crashes, when 40% is wiped off the value of two of Britain's largest banking groups in a single day, as it was yesterday, you find yourself wondering. Not least because no one can offer certain reassurance of anything. In the past few weeks, actions once considered unimaginable have happened. There was a time when to suggest that a British government would nationalise not one but two high-street banks would have had you certified as a hopeless leftist fantasist. Now public ownership has become the norm, with the City itself and a former Conservative chancellor demanding more of it and fast.
"Everyone knows they're going to have to do it," Ken Clarke said yesterday of the proposed recapitalisation plan, expected to be part of the government package announced this morning and which would see the taxpayer buy a stake in the Royal Bank of Scotland, Barclays and Lloyds TSB: "Get on with it."
Now nothing seems impossible. Those rapidly emptying out their accounts are doing so because they can imagine the banks crashing to the ground, taking their life-savings with them. I spoke with one financial adviser whose phone has grown hot with clients wondering whether they should move their money to Ireland. "But what if the Irish banks collapse?" he tells them. "Would Ireland really have enough money to reimburse all those depositors?" Once it seemed ridiculous to suggest a national banking system going bust. Now it's possible that an entire country could go bankrupt: look at Iceland, forced yesterday to phone Moscow begging for a loan. It's enough to make you want to shove your cash in a piggy bank, hide it under the mattress - then pull the duvet over your head and hope it all goes away.
The instinctive response to such a situation - not that anyone under 80 has lived through anything comparable - is to look for someone to fix it. And that someone means the government.
And yet, up till last night at least, the politicians had been floundering. Alistair Darling addressed the House of Commons on Monday in order to calm the markets and reassure the nation. Yet, as yesterday's Guardian front-page graphic cruelly illustrated, his words had precisely the opposite effect. In the 11 minutes it took him to promise that he would do "whatever it takes" to keep the financial ship afloat, the markets plunged. The day saw the biggest loss on the FTSE 100 since 1987.
Ah, say the experts, but that was only because Darling had failed to say what the money men needed to hear. He came up with no specifics and, what's more is deemed weak, still in Gordon Brown's shadow and too uninspiring a communicator to persuade the neurotic men of the markets of anything.
But there is a flaw in this conventional wisdom. Look at what happened across the Atlantic. There Hank Paulson, admired as a muscular treasury secretary, fully the master of his brief, took the most decisive action possible. No half-measures, but a $700bn bail-out aimed at mopping up the bad debts of every lender in the land. This was not the pale, pink socialism of Northern Rock or Bradford & Bingley: this was red-blooded Bolshevism, seizing the commanding heights of the financial system. You gotta love the Americans: if they do something, they do it big.
Sure, it fell at the first hurdle, defeated in the House of Representatives, but it passed eventually. And yet, did it pacify the markets? Did it persuade them that this problem was at last under control, thereby replenishing the supply of the only commodity that has actually run out during this crisis - given that there is no sudden shortage of oil or food - namely, confidence? It did not. The Dow Jones responded to the passage of the US rescue plan not by sighing with relief and declaring the trouble nearly over, but by shrugging its shoulders - and falling. That is a grim warning to Brown and Darling: whatever drastic action comes this morning might not end the turmoil.
It's as if nothing the politicians can do is good enough. If they plug one hole in the dyke, water springs out of another. Guarantees are offered to savers in one bank or even in one country, immediately spooking those who aren't similarly covered. Even if the government in Britain did move to guarantee all bank savings, might not the panic simply move to the building societies? And once they had been dealt with at enormous cost, what's to say the insurance companies would not be next to feel the contagion of collapsed confidence?
The result is that politicians seem dwarfed by the scale of the current crisis, either unable to act decisively at all - witness the statement of European finance ministers yesterday, agreeing on not much more than a "coordinated framework" for consideration of the problem - or to act decisively enough.
It's tempting to think this is a function of the quality of our leaders. If only an FDR was around, we say to ourselves, he would surely know what to do just as he knew how to steer America through the Great Depression. And yet that might be unfair on the current generation of politicians.
The reality is that in the balance of politics and the market, the scales tipped towards the moneymen a long time ago. The acclaimed historian of the postwar period, David Kynaston, describes as a "fundamental revolution" the breakdown of the old Bretton Woods system in the 1970s, ending the fixed exchange rates that had held since 1945. Once those rates could float, we entered the era of "footloose markets": finance could go anywhere and national governments could only look on helplessly. "The politicians had their confidence battered," says Kynaston.
In Britain, Black Wednesday in 1992 added to the politicians' timidity. New Labour, then in embryo, watched as the Major government tried and failed to control financial events, pouring money into the system, raising interest rates twice in one day - and all to no avail. Gordon Brown learned the lesson all too well: there were limits to what politicians can do.
Now that impotence is on clear display and it is spreading alarm around the world. For people desperately want someone to get a grip. The left has been warning for years that corporations now enjoy more power than nation states, but never has it been clearer than it is now. The realisation is dawning that this is not just a financial or economic crisis, but a democratic crisis - the people and their representatives have little or no control over what affects them directly.
The solution is surely for governments to realise that if they are weak, the high priests of high finance are even weaker. The politicians should provide the help the banks need, but with the tightest of strings attached, regulating finance so closely that it can never again gorge itself the way it has these past few years.
Democracy has to assert itself once more - and tame this beast.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Cidadãos diplomatas

RACINE, Wis., Oct 06, 2008 /PRNewswire via COMTEX/ -- To dramatically improve international relations throughout the world, the U.S. Center for Citizen Diplomacy (U.S. Center) announced today a National Presidents' Initiative for Citizen Diplomacy. The National Presidents' Initiative was launched as a result of discussions by 40 U.S. leaders, associated with more than 90 organizations in international affairs, who attended a Leadership Forum on Citizen Diplomacy. A National Presidents' Initiative Steering Committee plans to meet with members of the U.S. Center's Board, forum participants, nationally recognized leaders in foreign affairs, members of Congress, members of the new administration's transition team on foreign policy, and with the president-elect in early December to discuss this strategic plan and its implementation. The Leadership Forum, co-sponsored by the Johnson Foundation, convened October 1-3, 2008, at the Wingspread Conference Center in Racine, Wisconsin.
"Polls and studies document that anti-American sentiment around the globe is dangerously high, growing to unprecedented levels. In an era of increasing interdependence, more and more people develop their most lasting impressions from face-to-face, personal encounters with people visiting the U.S. or when Americans travel abroad," said Former Ambassador Mark Johnson, V.P. of the U.S. Center's Board of Directors and facilitator at the Leadership Forum. "Restoring America's global image demands the active engagement of American citizens in a dramatic expansion of citizen diplomacy. Implementation of the National Presidents' Initiative, increasing our capacity to reach out, will be a powerful force in defining the U.S. to the rest of the world."
The National Presidents' Initiative will be a "Call to Action" to energize and motivate Americans to become citizen diplomats, dramatically increasing the number of Americans, of all ages, who are actively engaged globally to strengthen America's international relationships. The strategic plan includes the expansion of existing citizen diplomacy efforts and identifies bold new, innovative opportunities to engage all Americans globally through education, business, volunteer service, community-based initiatives, professional exchange, arts & humanities programs, sports, development assistance or international travel.
Harriet Fulbright, President of the J. William & Harriet Fulbright Center and U.S. Center Board member said, "President Dwight D. Eisenhower recognized the importance of citizen diplomacy more than 50 years ago when he convened the People to People Conference in 1956. Today, we must redefine citizenship for the 21st century. All Americans can be a driving force in improving international relations, working across cultures to ensure global political and economic stability."
The U.S. Center, based in Des Moines, Iowa, is a nonpartisan, non-profit organization established in 2006 to promote opportunity for all Americans to become citizen diplomats of the highest order, for their communities and for their country. To advance its mission, the U.S. Center invited leaders with extensive backgrounds in all facets of international engagement, in both public and private sectors, business, education and non-profit international organizations to the Leadership Forum.
For more information on the U.S. Center for Citizen Diplomacy, visit http://www.uscenterforcitizendiplomacy.org. Contact: Marisol Molstre
Phone: 515-282-7145
m.molstre@essmanassociates.com
Denise Essman
Phone: 515-282-7145
d.essman@essmanassociates.com
SOURCE U.S. Center for Citizen Diplomacy

EUA e Rússia, que futuro?

http://www.eurasianhome.org/xml/t/expert.xml?lang=en&nic=expert&pid=1754&qmonth=0&qyear=0

Chavez d' Ouro

No 'Jornal Notícias' de 5 Outubro
O Presidente venezuelano, Hugo Chávez afirmou, este domingo, que o seu país criará um "sistema financeiro próprio" em conjunto com "países aliados" como o Irão, Rússia, Bielorússia e China, e o apoio do líder cubano Fidel Castro.
Esta dita "arquitectura financeira" venezuelana permitiu ao país resguardar-se da crise financeira mundial, assegurou Chávez, durante uma visita a duas plataformas petroquímicas em construção no Estado de Carabobo.
"Erguemos o nosso próprio sistema de finanças interno, externo e mundial", através da promoção de sociedades económicas com os citados "países aliados", declarou Chávez, afirmando-se defensor do "socialismo do século XXI".
O líder venezuelano referiu que a aliança com aqueles estados baseia-se na constituição de fundos milionários e bancos bi-nacionais, que nada têm a ver com instituições financeiras internacionais, e que dotam com recursos projectos e empresas bi-nacionais em áreas "estratégicas" como energia, alimentação e indústria.
"Temos uma arquitectura financeira mundial estável. O nosso capital provém da recuperação da venda do petróleo, que era roubada pelos governos anteriores", declarou Chávez.
O governante citou como exemplo desta "arquitectura financeira" o fundo bi-nacional que a Venezuela tem com a China, constituído o ano passado com um capital de 6.000 milhões de dólares e que será elevado até aos 12.000 milhões, assinado por Caracas e Pequim durante a visita do Chefe de Estado venezuelano à China, há duas semanas.
Também, a próxima criação de um banco bi-nacional entre a Venezuela e o Irão, que "quiçá chamemos 'Caixa de Valores Chávez-Ahmadinejad", disse entre risos, o Presidente Chávez.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ponto de Situação

Ao fim destes 5 dias as coisas continuam quase na mesma por cá, mas no mundo...
A economia do éter a materializar-se em grandes falências. Os EUA criaram o problema e também estão a arranjar a solução. Mas a ganância não foi só dos americanos pelo que não devem ser os únicos a pagar a crise.
As guerras nacionais recomeçam com os ricos e pobres revoltados. América do Sul dá o mote.
A China chora no leite derramado e volta à era pré-Olímpicos.
Só Rússia e Brasil podem fazer algum contrabalanço aos EUA. Não com guerra.
A Rússia agarrou a Europa pelos tubos, de gás e petróleo, e a potência Brasil já está aí a dar cartas.
A Europa ainda não tem músculo militar para impor as suas ideias em Política externa. Mais uma vez, se houvesse chatice na Europa só os EUA nos poderiam valer. Esta ideia de que não haverá guerra através de 'soft-power' é pouco sustentável num mundo que teima equilibrar-se pela força das armas.
O petróleo continuará nos 100 dólares até nos recuperarmos da queda. Depois, como tudo o que tem procura e é escasso, vai subir outra vez. Aí só mesmo o nuclear, o solar etc., nos valerão.
Mudanças climáticas com que ainda não sonhamos irão dar novo aspecto à Terra. Só depois se perceberá o que acontece à água.
O importante das nossas vidas vai passar por satélites, com as nanotecnologias e a engenharia genética a marcarem lugar preponderante na determinação da qualidade de vida.
Desigualdades haverá sempre, mas hoje podemos fazer muito mais e melhor do que se fazia há um século. Só que ainda não estamos a viver num mundo melhor