quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Mais Um Ponto

Obama já é Presidente, os conflitos continuam, a Crise continua agora com a Alemanha em recessão, segundo notícia do Die Welt
http://www.welt.de/english-news/article2716541/Germany-enters-recession.html

Sócrates ainda não mudou o Governo, mas precisa de o fazer para se poder adaptar ao Mundo. Senão qualquer oposição com ideias bem articuladas com a realidade esvazia-o. Será Ano Novo, Vida Nova?

domingo, 2 de novembro de 2008

Marcar o Ponto

Enquanto aguardamos pelo Presidente Barack Hussein Obama (o nome deve desorientar muitos muçulmanos por esse mundo fora), pelo fim da Crise e o início do Séc. XXI (que começa agora, com uma mudança radical, única e irrepetível nos tempos mais próximos, senão estoira mesmo Tudo), alguns vão aproveitando para fazer pior: Guerra no Congo, piratas nas rotas marítimas, Líbia a comprar mais armas à Rússia, mosquitada a trazer Dengue à Madeira, Etc. (onde andam os defensores da Democracia?).
Por cá não se vê alternativa sólida ao tribuno Sócrates (continua a ser o melhor posicionado para o lugar de PM). Só precisa de ter um Governo mais adaptado ao retorno da política: as coisas mudaram e ele já deu sinais que percebeu. A alternativa que se adivinha forte vem Alegremente de dentro do seu partido.
E o PM fez o percurso certo para a altura: enquanto muitos sairam dos cargos políticos para os negócios, ele, que se saiba, fez os seus negócios antes do cargo político.
Wait and see....

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

O que importa nos dias que correm

Segundo resumo de notícias do Banco Mundial

G20 Leaders To Meet Over Financial Crisis On November 15

“The G20 advanced and developing countries will hold an emergency meeting on the global financial crisis in Washington on November 15, the White House said Wednesday.

High on the agenda will be their respective steps to cope with the financial crisis, oversight of the financial sector and related reforms, as well as adverse effects of the crisis on the emerging and developing countries, according to White House Press Secretary Dana Perino. …” [Jiji Press (Japan)/Factiva]

AFP adds that “… ‘The leaders will review progress being made to address the current financial crisis, advance a common understanding of its causes and in order to avoid a repetition, agree on a common set of principles for reform of the regulatory and institutional regimes for the world's financial sectors,’ she said. …” [Agence France Presse/Factiva]

FT notes that “…The G20 members include some of the countries most affected by the crisis in the developed world as well as emerging markets such as Argentina, Brazil, China, India, Indonesia, South Korea, Mexico, Russia, Saudi Arabia, South Africa and Turkey. …” [The Financial Times (UK)/Factiva]

WP writes that President “…Bush has agreed to host the meeting as the start of a series of ambitious summits aimed at overhauling the regulatory framework for global finance first put in place more than six decades ago at a similar summit at Bretton Woods, N.H. The gathering will include leaders of the G20, an organization of major industrialized and developing nations, as well as central bankers and international finance officials. …” [The Washington Post/Factiva]

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

'Nobel' Stiglitz

Stiglitz defende solução comum para a crise na Europa
Há 1 dia
PARIS (AFP) — O Prêmio Nobel de Economia de 2001, o americano Joseph Stiglitz, considerou necessária uma solução comum para todos os países da Europa e a autorização imediata de um déficit público superior a 3% do PIB para enfrentar a crise financeira.
"Para resolver a crise na Europa, serão necessárias soluções européias", afirmou Stiglitz em entrevista publicada neste sábado pelo jornal francês "Le Monde".
"Propor uma garantia de depósito em um país e não em outro, por exemplo, só distorce a concorrência entre os bancos: é tão fácil mudar de estabelecimento dentro da união", destacou o economista.
Para Stiglitz, a Europa tem que autorizar "imediatamente" um déficit público superior a 3% do PIB", o limite fixado pelo Tratado de Maastricht.
"O estatuto do Banco Central Europeu, que está centrado na inflação e não no crescimento, também é um problema", criticou.
Sobre a desconfiança entre os bancos, o economista destacou que "os banqueiros se comportaram muito mal e que é preciso revisar toda a regulação do sistema".
"Há um furo no barco e a urgência é repará-lo, como disse Ben Bernanke", presidente do Federal Reserve americano, afirmou Stiglitz.
"Mas também é preciso mudar o capitão. O barco está sendo conduzido por um bêbado, que está nos levando direto contra as rochas", acrescentou.
Segundo Stiglitz, a crise financeira atual pode ser mais comparada à da Indonésia em 1997-1998 do que à de 1929. "Há dez anos, esta crise financeira se transformou em grande depressão", lembrou.
"Os remédios usados até agora só resolvem uma parte do problema". declarou, criticando em particular o plano do secretário do Tesouro, Henry Paulson.
Stiglitz julgou que o Estado americano, comprando os produtos tóxicos dos bancos, "transformará as perdas antecipadas em perdas reais".
"O plano consiste em fazer uma transfusão sanguínea em um doente que sofre de uma hemorragia interna", comparou.
Para ele, o plano de resgate britânico, que consiste em injetar liquidez nos bancos, é a "melhor opção".

'Golden' Brown

O Reino Unido salvou-nos. Esta é a verdade do momento. Agora é connosco, a luta para mudar as coisas de forma a evitar assaltos destes ao nosso dinheiro.

http://www.guardian.co.uk/politics/2008/oct/12/gordonbrown-economy

'Golden' Brown

Os 5 pontos de Gordon Brown
http://www.guardian.co.uk/politics/2008/oct/13/gordonbrown-economy

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Presidente do BM marca o ritmo para o futuro

O sistema multilateral precisa de uma reformulação profunda, avisa Zoellick
A crise financeira global está a arrastar muitos países em desenvolvimento

Divulgação de Notícias Nº2007/105/EXC

WASHINGTON, 6 de Outubro de 2008 – O modo como o mundo tenta resolver os problemas económicos tem de ser repensado, face à actual crise global, incluindo a transformação do Grupo dos Sete num Grupo Dirigente que atribua poderes aos estados económicos em ascensão, afirmou o Presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick.
Referindo-se às próximas eleições norte-americanas, Zoellick disse que o novo presidente não poderá limitar-se a tentar “encontrar a estabilização financeira” mas terá de solucionar “as repercussões económicas subsequentes”. Quem quer que seja eleito terá de trabalhar com os outros na modernização do sistema multilateral pois é necessário que haja uma maior responsabilidade partilhada para a solidez e funcionamento eficaz da economia global de hoje em dia.
“O G-7 não funciona. Precisamos de um grupo melhor para um tempo diferente”, afirmou Zoellick num discurso no Peterson Institute for International Economics em Washington D.C. “Com vista à cooperação financeira e cooperação, teremos de considerar um novo Grupo Dirigente que inclua o Brasil, China, Índia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul e o actual G-7.”
Num discurso que antecede as próximas Reuniões Anuais do Grupo Banco Mundial, Zoellick referiu que o Grupo Dirigente terá de ser mais do que uma mera substituição do G-7 por um G-14 com um número fixo, pois tal seria utilizar métodos do velho mundo para reconstruir o novo. O Grupo Dirigente terá de evoluir para se adaptar às circunstâncias em mutação, incluindo novas potências emergentes, servindo, ao mesmo tempo, de rede para uma interacção frequente. “Precisamos de um Facebook para uma diplomacia económica multilateral”, afirmou Zoellick.
Alertando para os efeitos da crise financeira, Zoellick disse: “Os acontecimentos de Setembro poderiam ser um ponto de viragem para muitos países em desenvolvimento. Uma quebra nas exportações, bem como nas entradas de capital, irá desencadear a queda dos investimentos. A desaceleração do crescimento e a deterioração das condições financeiras, combinadas com a restrição monetária, irão produzir falências de empresas e, possivelmente, emergências bancárias. Alguns países serão arrastados para crises da balança de pagamentos. Como sempre acontece, os mais pobres são os mais indefesos”.
O antigo diplomata americano, negociador de regras do comércio e executivo financeiro, afirmou que o multilateralismo económico precisava de ser redefinido para além do seu centro tradicional de atenção nas finanças e no comércio. Energia, mudanças climáticas e estabilização de estados frágeis e em fase de pós conflito eram questões económicas e não apenas parte do diálogo global sobre segurança e o ambiente.
Zoellick declarou que o Novo Multilateralismo tem de dar valor igual ao desenvolvimento e às finanças internacionais, ou então o mundo permanecerá um lugar instável. Mas o sistema de ajuda não estava a funcionar suficientemente bem e precisava de se movimentar mais rápida e eficazmente para poder ajudar os mais vulneráveis quando a crise se abate. O Grupo Banco Mundial também precisa de reforma. Zoellick anunciou a criação de uma Comissão de Alto Nível sob a liderança do antigo Presidente do México Ernesto Zedillo que tem por missão considerar a modernização da governação do Grupo Banco Mundial.
Voltando às conversações multilaterais sobre o comércio, Zoellick disse que a ronda de Doha estava “estagnada” e, portanto, os países deviam considerar a facilitação do comércio como uma outra forma de cortar os custos do comércio. “Há oportunidades para reduzir os custos do comércio numa dimensão muito maior do que a que resulta da imposição de tarifas e outras barreiras comerciais”, afirmou.
Descrevendo os mercados mundiais da energia como “um caos”, Zoellick apelou a uma “negociação global” entre produtores e consumidores de energia. Os dois lados podiam participar em planos para expandir o abastecimento, melhorar a eficiência e reduzir a procura, prestar assistência aos pobres em matéria de energia e analisar o modo como estas políticas estão relacionadas com as políticas de produção de carbono e de alterações climáticas
“Podia haver um interesse comum em gerir um leque de preços que concilie os interesses ao mesmo tempo que estabelece a transição para estratégias destinadas a baixar as emissões de carbono, um portfolio mais amplo de fontes de energia e uma maior segurança internacional” afirmou Zoellick.
Zoellick mencionou que o Grupo Banco Mundial está a elaborar, com vários dadores, uma iniciativa de Energia para os Pobres para ajudar os países mais necessitados a atender as necessidades energéticas de uma forma eficiente e sustentável.